Laranja Mecânica, do diretor Stanley Kubrick, filme lançado em 1971, aborda questões de cunho social e filosófico, mostrando que a violência faz parte dos instintos do homem sendo algo bem claro dentro da história.
No início parece ser um pouco chato, conta história do jovem Alex, que narra toda história, morador de uma pequena cidade inglesa. Junto com seus “irmãos”, os Drugues, praticam atos de violência, espancamento, estupro e até assassinato sem motivo aparente, supostamente por simples prazer ou crueldade. Até que em um determinado momento Alex é preso e condenado por assassinato, ele pega 14 anos de prisão. É ai que dá início ao seu pesadelo. Alex, para sair o mais rápido que pudesse da prisão, vira uma espécie de cobaia de um tipo de tratamento que promete acabar com a violência em pessoas semelhantes a ele, o qual pretende devolvê-los à sociedade totalmente recuperados e aparentemente incapazes de cometer qualquer ato de violência. O filme não faz apologia ou se mostra contra as ações de violência, apenas põe em discussão o retrato de uma sociedade que pode ser vista e comparada a nossa de hoje, tendo características semelhantes, mesmo em culturas e épocas diferentes, com os mesmos problemas e valores que enfrentamos na sociedade cotidiana.
A história não destaca unicamente a violência. Também cita temas como a liberdade de uma única pessoa dentro de uma sociedade ou mesmo a influência que o meio impõe sobre o indivíduo particularmente. Fala também sobre a falta de escrúpulos em volta dos interesses políticos sobre a situação de Alex.
Podemos perceber esteticamente, que há no filme uma harmonia perfeita entre imagem e sons, que são vistas em várias cenas, mas em especial na cena em que ele espanca o escritor cantando a música Dançando na Chuva.
Laranja Mecânica é sem dúvidas um grande clássico do cinema mundial. E ao mesmo tempo é divertido e cruel. Fascinante, perturbador e subjetivo em certos sentidos. Uma reflexão social e medo constante. Bem ousado e até mesmo intrigante. Que no decorrer da trama foi conquistando espectadores e mexendo com a concepção das pessoas no sentido analítico do objetivo de toda ficção.
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