Resumo
O texto, “Estética”, de Sebastian Gardner, faz uma breve reflexão sobre a beleza e a arte, que segundo ele, faz surgir um campo rico e cercado por questões filosóficas.
De início cita-se que as experiências por que passamos ao ouvir uma música, ler uma poesia, olhar algum quadro ou cenas da natureza, que segundo o autor essas experiências possuem um caráter imediatamente distintivo, emocional e contemplativo, que nos conduzem a descrever tudo aquilo que experimentamos mediados por um vocabulário especial, e ao utilizar certos termos, bem como belo, delicado, inspirador, comovente, e assim por diante.
A apreciação da arte nos proporciona a mais complexa e intensa forma de experiência estética, quando nos isolamos do mundo externo e nossos estados de imaginação são plenamente requisitados, em contraste dramático com a vida prática cotidiana. Hume e Kante consideram que o juízo estético exemplifica o gosto, e o gosto para estética no século XXVIII, refere-se à faculdade mental-especial. Outros significados do termo podem ser encontrados na observação de duas características absolutamente centrais do juízo estético.
A primeira característica do juízo estético é fundamentalmente uma resposta sentida a um objeto. O juízo estético sobre um objeto não pode ser obtido de segunda mão, ele requer que se trave um conhecimento pessoal, direto com o próprio objeto.
A segunda característica do juízo estético é estreitamente ligada á primeira, regras nem princípios não desempenham nenhum papel nele, ou no máximo um papel diminutivo diante dessas características. Não há leis ligando as qualidades estéticas de um objeto com suas propriedades sensíveis, não-estéticas.
O subjetivismo estético nega que as qualidades estéticas sejam inerentes aos objetos e afirma que a beleza de um objeto consiste em produzir certa resposta no sujeito, ou seja, na experiência estética, somos afetados pelo objeto, e nossa resposta não equivale a um conhecimento de suas propriedades. As propriedades formais e outras propriedades não-estéticas são sujeitas a resposta.
A essência da arte para Hegel assevera que a arte “permeia o que é sensível no espírito”, e que a arte possui “um estatuto superior a qualquer coisa produzida pela natureza, que não efetuou essa passagem pelo espírito”. Sendo ou não justificativa a concepção de Hegel da superioridade da arte, a filosofia da arte, à qual nos voltamos agora, partilha a concepção de arte de Hegel como uma síntese do espírito com algo além de si mesmo, na qual o espírito “reconhece a si próprio”. As teorias da arte tentam elucidar a natureza da conexão com o espírito que faz de um objeto uma obra de arte. Essas tentativas revelam que o conceito de arte se refere a mais que um fenômeno meramente nominal, ou historicamente acidental – que arte possui uma essência.
Entre as numerosas e bastantes variadas teorias da arte que surgiram na história da estética, destacam-se três delas como mais importantes no campo. São as teorias da mime-se, do formalismo e da expressão. Mesmo que o conceito de imitação, como seja compreendido, não defina diretamente a arte, é bem possível supor que o conceito possa ser desenvolvido muito além do escopo comum.
A concepção mimética de representação precisa ser mais rigorosa. A representação que é artística precisa ser restringida no que diz respeito ao tema e ao modo, cujo precisa referir-se a gêneros particulares de coisas, representadas de maneira particular. Os teóricos da mimética chegaram a afirmar que a arte precisa idealizar seu tema. O formalismo pode ser apresentado em favor da teoria mimética, porém, ele também aponta na direção da expressão. A conexão entre a arte e o sentimento, como foi dito anteriormente, não pode consistir numa equiparação direta d arte com a comunicação do sentimento. Já a teoria da expressão tenta estabelecer uma explicação mais elaborada e persuasiva do papel central da emoção na arte.
Em termos das dimensões das artes, sabe-se que os últimos trabalhos no campo da filosofia analítica da arte têm adotado uma perspectiva, mais fragmentada e empírica, para a criação de uma teoria da arte. Muito mais do que visar diretamente caracterização da arte geral, abrangente, essa corrente procurou seguir nas dimensões específicas que constituem as obras de arte, em uma crença de que a descrição apurada da arte como um todo irá emergir de uma compreensão adequada de suas partes. Representação, expressão e significado foram cautelosamente analisados em termos das formas específicas que assumem em cada uma das artes expressas.
Na representação das obras de artes, estamos preocupados com o que as elas representam num sentido visual, contraposto a um sentido interpretativo, algo bastante relativo. Um quadro de um homem segurando uma pedra pode representar São Jerônimo, e um alaúde com uma corda rompida numa natureza morta pode representar a discórdia. E na expressão se diz que as qualidades expressivas das obras de arte formam uma subclasse de suas qualidades estéticas, distinguidas pelo emprego de termos cujo uso principal consiste em descrever as emoções das pessoas. As qualidades expressivas são parte integrante da beleza e do significado da obra de arte. O significa que as obras de arte possuem é muito ligado a interpretação, além de seu conteúdo representacional e de suas qualidades estéticas e expressivas, está obviamente implícito no fato de que a obras de arte admitem, e requerem compreensão. A melhor forma de abordar o significado na arte é por intermédio conceito de interpretação. A interpretação busca identificar os significados das obras de arte, e essa também seria uma das funções da crítica.
Por fim, abordando à questão da finalidade da arte, vemos q não se trata de uma questão de justificativa da própria arte no mesmo sentido que é pensado ser necessária uma justificação no sentido da moralidade. Seria uma exigência inapropriada, pois a criação e a apreciação da arte não compartilham a necessidade da obrigação moral. A questão é antes de saber se podemos articular e provar nossa noção da importância da arte.
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