segunda-feira, 29 de março de 2010

Iniciação à Estética

Resumo
O livro, Iniciação à Estética, de Ariano Suassuna, fala sobre o início da Estética, as origens, se utilizando de outros pensadores de várias épocas.
O capítulo I, fala de como era definida a Estética, “Filosofia o Belo”, e o belo era posto como belo da Arte e belo da Natureza, com a primazia do belo da Natureza sobre o belo da Arte, devido ao pensamento platônico, e da filosofia tradicional, que colocaram certa hierarquia entre os dois Belos. Mas é a partir do idealismo germânico que o belo da Arte passa ser considerado superior ao belo da Natureza. Isso devido a Hegel que formula a idéia de que a Beleza artística tem mais dignidade do que a da Natureza, porque, enquanto esta é nascida uma vez, a da Arte é como que nascida duas vezes do Espírito. E também segundo Hegel, razão pela qual a Estética deve ser fundamentalmente, uma Filosofia da Arte. Mais tarde Kant influencia alguns pensadores, que já começam a subdividir o campo estético, com isso o belo não ocupava mais, isolado todo esse campo.
O nome Estético passou, a designar o campo geral da Estética, que incluía todas as categorias pelas quais os artistas e os pensadores tivessem demonstrado interesse, como o Trágico, o Sublime, o Gracioso, o Risível, o Humorístico etc., reservando-se o nome de Belo para aquele tipo especial, caracterizado pela harmonia, pelo senso de medida, pela fruição serena e tranqüila – o Belo chamado clássico, enfim.
O campo estético abrange várias categorias além do Belo. Algumas delas foram já consideradas como ilegítimas no campo estético, daí surge uma problemática, exatamente por entrarem em choque com a idéia de medida, ordem e serenidade, características do Belo. Mas depois que se chamou atenção para a necessidade de fragmentar o campo estético, receberam definitivamente o selo de legitimação. Depois de tudo isso os teóricos pós-kantianos trouxeram, uma importante contribuição ao estudo da Estética, impondo o nome de Belo só em apenas uma de suas categorias, registrando e oficializando o fracionamento do campo estético. Eles acreditam que a Estética deve ser considerada uma ciência e não uma filosofia.
Segundo o autor, a Estética é uma reformulação da Filosofia em relação à Beleza e à Arte.
O capítulo II, fala sobre importantes opções a se fazer na Estética. Uma dessas é o irracionalismo, que faz parte das relações entre a Arte, segundo o autor, a Estética não fere a liberdade criadora da Arte, e que ela ás vezes se mostram contra a opinião dos próprios artistas e escritores, quando fogem do campo do criador e daí se sobrepõe sobre Arte e literatura.
Outra grande opção inicial no campo da Estética é entre o objetivismo e o subjetivismo. Até o advento da grande revolução estética de Kant, ninguém tinha dúvida de o fato de que a Beleza é propriedade do objeto estético, quadro, novela, poema, sonata, filme ou peça de teatro. Havia ali posições diferentes quanto à essência da Beleza, quanto ao problema de sua verdadeira natureza.
O posicionamento de Kant, opondo-se violentamente à tradição mediterrânea no campo estético, procurou deslocar a Beleza do objeto para o sujeito. Segundo Kant, além da inteligência, e da vontade, existe o juízo do gosto, no qual domina a sensação de prazer ou desprazer, através dela se diz se uma coisa é bela ou não.
A Estética Filosófica e Estética Científica é outra grande opção da Estética, que consiste em decidir-se ela própria pelo caminho lógico-filosófico ou pelo caminho lógico-experimental. Foi a partir dela que os estetas contemporâneos, começam ver a necessidade de juntar a Estética á Filosofia, novamente. Assim surge a Estética Lógica, que basicamente um elemento de junção entre a Estética Filosófica e a Científica. Com isso, pretendiam ser guiados nisso, pelo método experimental, baseados na idéia kantiana, de que a Beleza não é uma propriedade do objeto, mas sim uma construção do espírito do sujeito, e os estetas percebem que considerar o fato estético é fundamental para a experiência estética, a experiência pessoal de cada um.
Contudo, a Estética desde sua criação passou por constantes mudanças em sua nomeação e também em seu campo de estudo, tudo isso devido às diversas formas de percepção estética, postas nos seus idealizadores.

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