segunda-feira, 29 de março de 2010

Introdução à Filosofia da Arte

Resumo
O livro, Introdução à Filosofia da Arte, de Benedito Nunes, escrito em quatro capítulos, aborda a origem da filosofia da arte e suas composições, bem como alguns grandes teóricos, expondo suas teorias em relação ao tema.
Inicialmente se fala dos primeiros filósofos gregos da história, que viveram no século VI a. C., que se preocuparam em conhecer os elementos construtivos das coisas. Investigaram a Natureza, era à busca de um princípio estável, comum a todos os seres, e que explicasse a sua origem e suas transformações. Físicos, como foram chamados por Aristóteles, esses primeiros filósofos, fundaram uma tradição de estudo da Natureza. Já na segunda metade do século V a. C., surgem os sofistas, professores da juventude ateniense numa época de crise, mais preocupados com interesse prático de que com uma intenção teórica pura, debateram, entre várias idéias, o Bem, a Virtude, o Belo, a Lei e a Justiça, formulando, teses ousadas e contraditórias. Eles tiveram o mérito de introduzir, no estudo da sociedade e da cultura, o ponto de vista reflexivo-crítico que denominava a filosofia
Quando surge Sócrates (470-399 a. C.), uma mistura de pedagogo e de filosofo, que sempre buscou definir os valores morais. Sócrates abordava vários assuntos humanos, ele questiona o que a Pintura poderia representar em sua essência, e assume uma posição interrogativa para o domínio das artes, também já assumida pelos filósofos gregos em relação às coisas e os valores morais. Platão (427-347 a. C.), discípulo de Sócrates, observa que a Poesia e a Música exercem influência muito grande sobre nossos estados de ânimo, e que afetam, positiva ou negativamente, o comportamento moral dos homens em sociedade. Ele colocou três ordens de problemas das artes em geral: a primeira é questão da essência das obras pictóricas e escultóricas, comparadas a realidade; a segunda é a relação entre elas e a Beleza; e a terceira diz respeito aos efeitos morais e psicológicos da Música e da Poesia. Platão conseguiu problematizar, transformar em problema filosófico a existência e a finalidade artes. Já não bastava mais a simples fruição da Pintura, da Escultura e da Poesia, agora, elas também passam a construir objeto de investigação teórica. E o pensamento racional que as interpela sobre o seu valor, sua razão de ser e o seu lugar na existência humana. Mais tarde, no século IV a. C., Aristóteles (384-322 a. C.), discípulo de Platão, graças á perspectiva aberta imposta pelo seu mestre, pôde desenvolver, numa obra de grade importância, a Poética, idéias relativas à origem da Poesia e à conceituação dos gêneros poéticos, em conjunto, a primeira teoria se foca na Arte que a Antiguidade nos legou. No decorre desse processo surgem vários teóricos, que tratam a Arte como uma importância metafísica e espiritual, em períodos medievais.
Em Kant, vemos que se configurou integralmente a originalidade da Estética, na qualidade de disciplina filosófica. E o efeito provocado pelas coisas e pelas obras do homem, é puramente imediato, pois, dois sentidos desempenham a função primordial da sensação, são eles: a vista e o ouvido. O Belo se manifesta por intermédio nas impressões visuais e auditivas.
Na Estética de Baumgarten, uma perspectiva do Belo, como domínio da sensibilidade, imediatamente relacionado com a percepção, os sentimentos e a imaginação, que Baumgarten incorporou ao conteúdo dessa disciplina, a qual apareceu numa época em que a Beleza e a Arte eram marginalizadas pela reflexão filosófica, que as consideravam como irrelevantes. Ele define o Belo como a perfeição do conhecimento sensível e a Estética em duas partes: a teórica e a prática.
O conceito do Belo teve, na cultura e na filosofia grega, implicações morais e intelectuais que condicionaram o alcance o seu sentido estético, o qual não foi o predominante, nem esteve diretamente relacionado com a Arte, na acepção estrita do termo. Foram três tipos as acepções fundamentais do Belo que prevaleceram entre os gregos: estética, moral e espiritual. O Belo é a qualidade de certos elementos, toda espécie de relação harmoniosa.
A beleza universal constitui uma idéia, uma essência, que vem da filosofia de Platão, fala à inteligência por intermédio dos sentidos. A Beleza se comunica com o visível, somando qualidades que enriquecem a matéria, mas as verdadeiramente não pertencem a este mundo. É uma espécie de ardil com o que Bem capta a atenção da alma para arrebatá-la da servidão do corpo.
Na matéria vemos que a forma é causa promissora do nascimento, crescimento e conservação dos seres naturais. Ela é, para empregamos a palavra consagrada, que significa princípio originário e organizador. A alma, é a forma, a enteléquia do corpo do objeto.
Por fim, é muito grande a distancia que vai da idéia de Arte, à idéia de Belo. Essa distancia diminui na doutrina de Aristóteles, onde o caráter contemplativo do Belo tende a ajustar-se ao caráter prático da obra de arte. Enquanto Plotino vê na arte um dos meios pelos quais o espírito humano se relaciona diretamente com a Beleza da qual Platão falou, os filósofos cristãos, Santo Agostinho e São Tomas de Aquino, principalmente, consideram separadamente esses duas idéias, que estarão unidas de maneira essencial no conceito de Belas-Artes.

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