quinta-feira, 20 de maio de 2010

“Turn on the Bright Lights” – Interpol

Resenha:
O cartão de visitas da banda nova-iorquina Interpol é o album “Turn On The Bright Lights”. O clima super denso, triste e às vezes letárgico, formado por ótimas melodias de vocal, são a tônica do estilo do grupo. Quase em câmera lenta, Untitled abre as cortinas com destaque pro som do baixo de Carlos D, que dá voz pra linha simples, mas eficiente da bateria de Greg Drudy Sam Fogarino. Aliás, esses dois são peças fundamentais no Interpol, com entrosamento dessa dupla em Obstacle 1 (um dos pontos altos) e as inúmeras vezes em que as guitarras seguem quase retas, mas a cozinha garante todo o sabor da coisa (sem trocadalhos do carilhofazfavor). Em seguida, NYC ganha até os mais convictos de si com a frase de abertura: “I had seven faces/ Thought I knew which one to wear”, com umas das melodias mais belas e tristes do disco. PDA e Say Hello To Angels dão um pouco de velocidade a função toda, com instrumentais que poderiam ser considerados simples, se não fosse o baixo no contratempo. Provavelmente ao chegar na décima faixa, você já esteja se sentindo um tanto claustrofóbico, tamanha a densidade apresentada até aqui. Então, The New entra em cena como um resumo do disco: instrumental tranquilo e melodia de vocal suave e cativante, mas que desmancha, quando um riff de guitarra que lembra uma sirene explodindo toma de assalto a calmaria, sustentado por um baixo com timbre grave, grande e gordo, como um bom timbre de baixo deve ser. Leif Eriksson encerra a função toda, e vou citar apenas um trecho da letra: “She swears I’m a slave to the details/ But if your life is such a big joke, why should I care?”, depois de 48min de melodias , vocais introspectivos e guitarras ásperas, você finalmente percebe que Turn On the Bright Lights não é apenas o título do disco. É, definitivamente, um pedido.
A banda foi formada no ano de 1998 por Paul Banks (voz e guitarra), Greg Drudy (bateria) e Daniel Kessler (guitarra). Greg Drudy deixou a banda em 2000, sendo substituído por Sam Fogarino. Tendo como principais influências os grupos de post-punk do final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, como “Echo & The Bunnymen”, Joy Division e The Chameleons. E no total, a banda gravou quatro álbuns de estúdio, todos eles bem legais e nessa linha característica desde seu surgimento. Muito legal esse disco, é puro rock alternativo, interessante pra se ouvir a qualquer momento, recomendo pra tudo e pra todos.

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