Perspectiva integradora da Cultura de Massa
A cultura de massa representa a maior abrangência de pessoas envolvidas. Nesse sentido, é a forma de cultura absolutamente predominante em que jornais, revistas, rádio, cinema, tv, etc., polarizam a atenção das grandes massas, ocupando, vorazmente, todos os espaços que a informação elitizada, ou as manifestações populares poderiam pretender. Mas, exatamente por esse caráter, a cultura de massa constitui-se num enorme desafio para todos, à medida que se caracteriza por inúmeras propriedades que contrastam com a idéia de baixo custo e alto benefício na cultura.
Nas décadas de 1920 e 1930 começaram os estudos e a avaliação da cultura popular. Os fenômenos marcantes foram o advento do cinema, do rádio, a produção e o consumo em massa, a ascensão do fascismo e o amadurecimento das democracias liberais em alguns países. O fato de a cultura tornar-se reproduzida infinitamente, graças aos desenvolvimentos tecnológicos, que gradativamente trouxe benefícios consideráveis na sociedade. Todos podem ter acesso a essa cultura democrática, antes vista como cultura “elitista”, de poucos.
Por outro lado, os pensadores da cultura de massa não consideram o cinema como arte, pois no seu processo de elaboração e exibição, o filme não possui a "aura" de uma obra de arte autêntica. Mas o cinema reconfigura uma nova visão de mundo perante a sociedade, que podem cultuar e ter a sensação diante da inovação do cinema, obviamente feito pra todos.
A mídia encoraja a uma visão acrítica e passiva do mundo, porque ao nível de conteúdo, dão grande informação sobre o presente, "entorpecendo" qualquer consciência histórica. Ela tende a provocar emoções em vez de a representarem; em vez de sugerirem uma emoção entregam-na já confeccionada. Mas a grande acumulação de informação não resulta em apatismo, mas sim em formação, porque a variedade de informação sensibiliza o homem perante o mundo.
O erro dos apocalípticos-aristocratas é o de pensarem que a cultura de massas seja radicalmente má precisamente porque é um produto industrial, e que hoje possa acontecer uma cultura que se subtraia ao condicionalismo industrial
A indústria cultural tende a desenvolver uma oferta de produtos para públicos diferenciados, logo, a disputa pelos públicos consumidores pode abrir lugar à inovação. Da mesma forma, a natureza diferenciada das indústrias culturais constitui um fator de relativização dos efeitos massificadores que lhes podem ser imputados.
Outro dilema importante, também referido é o dos interesses culturais versus interesses econômicos. A inovação e a criação original é quase sempre uma ameaça financeira a evitar - caso dos produtores independentes e suas dificuldades financeiras. Por outro lado, há penetração do capital na produção, circulação e consumo cultural. Este processo organiza-se segundo um jogo com duas lógicas contrárias: reprodutibilidade capitalista e raridade da obra. O trabalho cultural ao ser inserido no processo da Indústria Cultural transforma-se em trabalho coletivo. Por isso, continua a ser valorizado segundo o ideal do criador e princípio da raridade.
Na perspectiva dos Integrados, estes defendem que estamos a viver, com a cultura de massas, uma época de alargamento da área cultural - de democratização cultural. A TV, o jornal, a rádio, o cinema, a banda desenhada, são meios de comunicação que colocam os bens culturais à disposição de todos.
Estamos vivendo na era da Informação, em um mundo onde aprendemos, gradativamente, a encurtar as distâncias e a redimensionar o tempo. O cotidiano das pessoas está, continuamente, sendo transformado com a incorporação de produtos que permitem a comunicação com qualquer parte do planeta.
Através da televisão as pessoas recebem as notícias, em tempo real, do que está acontecendo ao redor do globo terrestre; pelo telefone, principalmente, e pela internet, são enviadas mensagens, possibilitando a interação com quem está do outro lado da linha. E essas experiências de "viagens sem sair de casa", vão abrindo os horizontes e criando intercâmbios e trocas que beneficiam o modo de vida das pessoas.
Hoje, os acontecimentos locais sofrem a influência de algo vivenciado por povos do outro lado do mundo. Através desses estímulos, a viagem televisiva vai tomando forma por meio dos devaneios que fazem crescer a expectativa quanto à realização do desejo de conhecer outros lugares, outras gentes, outras culturas.
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