sexta-feira, 3 de julho de 2009

Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt consistiu em um grupo de intelectuais alemães que se reuniu nas décadas de 1920 – 30, nessa cidade (Frankfurt), no Instituto de Pesquisa Social, com o objetivo de estudar parcialmente a sociedade ocidental contemporânea. Eram filósofos, economistas, sociólogos, cientistas políticos, psicólogos e psicanalistas que trabalharam sob a liderança de Max Horkheimer e Theodor Adorno, dois filósofos de origem judaica, marxistas, mas bastante influenciados pela psicanálise de Freud e por Weber. Sua principal questão era o porquê da não-ocorrência da revolução proletária socialista nos países avançados do ocidente.
É interessante, de início, observar que Adorno, Horkheimer e Marcuse compartilharam com os sociólogos liberais que escreveram na mesma época uma perspectiva quase funcionalista da sociedade. Uma diferença relevante entre eles é que, enquanto os autores liberais tomavam a integração funcional da sociedade como um fenômeno e positivo, isto era criticamente denunciado como a apoteose da dominação, e mesmo como totalitarismo, pelos frankfurtianos. Sobre eles, principalmente Adorno e Horkheimer, foi enorme o impacto da obra de Gyorg Lukács, um marxista húngaro cuja sua obra “Histórias e consciência de classe” (1923) emprestava centrelidade a obra de Marx acentuando seus aspectos hegelianos e adicionando motivos weberianos.
Deve-se ressaltar para o fato de que ambos, Adorno e Horkheimer, atribuem, analiticamente, pouca importância ao indivíduo na modernidade, na verdade descrevem o que viam como o declínio da individualidade em uma vez passado o apogeu da sociedade burguesa. Eles escrevem, entretanto, induzidos de espírito crítico e procuram precisamente denunciar esse desastre histórico.
Por haver sido muito próximo à fenomenologia e ter sido discípulo de Heidegger, o jovem Marcuse, embora marxista, durante algum tempo daria importância maior e mais decisiva ao papel do indivíduo e á sua experiência concreta. Posteriormente, contudo, ele assumiria uma perspectiva próxima á de Adorno e Horkheimer, e teorizaria a dominação da sociedade “unidimensional”, a incorporação da classe operária mediante o consumo e a cultura de massa, a falta de alternativa ao capitalismo.
Enfim, é importante frisar que Adorno, Horkheimer e Marcuse identificaram em seu mundo contemporâneo o que seria uma “cultura afirmativa”, que via a modernidade capitalista tal qual concretamente se apresentava como “o melhor dos mundos”. Essa Sociedade, como vimos sujeita à lógica de equivalentes da mercadoria, recusava inclusive diferenças concretas, com a apologia e a afirmação de uma lógica abstrata e vazia, porém altamente dominadora e homogeneizadora, em todos os planos.

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